sexta-feira, 21 de maio de 2010

Hope

Confusão. Isso. Exatamente isso, é o que se passa na cabeça dele. Mais aparentemente as coisas começam a se resolver.Sim, se resolvem, aos poucos, mais resolvem. Só o velho vento que não sai da história toda. Maldito medo.O leva a perceber seus sinais de fraqueza.
Sempre ouviu e acreditou que tudo tem seu limite. Que assim seja com o medo também, pois é o que o consola quando injustamente, ele resolve contemplá-lo com sua presença. Quanto mais aparece, mais se desgasta, mais passa , se cansa dele. Ou acostuma com ele e/ou vice-versa.
Por mais que ele e muitos ainda não julguem importante, sempre soube que as coisas só funcionam quando alguém competente toma á frente de toda a porcaria e decide transformar tudo em algo no mínimo, razoavelmente decente. E aí entra o vento. Atrapalha de novo.
Talvez seja só necessidade de um agasalho espiritual. Ou algo que ele ainda não aprendeu.
Experiência é sinônimo de aprendizado, e por mais que aparente, Greg não teve muitas. Não mesmo. Talvez tenha sido culpa dele. Sempre encarou tudo como coisas que já conhecia, que já sabia. Poucas coisas o supreendia. E então a experiência e todo seu aprendizado tenha feita vista grossa no caso dele. Sim, pode ter sido. Isso tudo é falta de conhecimento, de vivência. A - quase sempre indesejada - Inocência. E ele não pode culpar a ninguém além dele mesmo.Que sempre se mostrou forte e imponente, sábio. Pobre Greg, se enroscar logo no que acreditava se virar melhor.
Deve estar se perguntando, como exigir experiência de um jovem, que tem toda a vida pela frente? É, me pergunto o mesmo. E me pergunto o que fazer quando algo requer o que você ainda não tem, que ainda não aprendeu, por mais que demonstre que sim.E que você quer aprender, mais que tudo, mais rápido que puder.Tornar tudo certo logo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Little desires

De todas suas paixonites profanas e impossíveis, aquela foi a pior, a qual perturbava seu sono, seus atos e tomava a frente de seus desejos. Provocava-lhe uma raiva e repulsa contra si mesmo. Como poderia alguém como ele se algemar de tal forma? E além, como poderia alguém como ele se apaixonar gradativamente por alguém tão, tão impossível - ou mesmo imprevisível - ? Seria isso tudo justo ?

Cada vez mais dizia para si mesmo que há coisas na qual só a vida nos ensina, mas logo a que mais lhe convinha aprender, era adiada. E isso tudo se torna cada vez mais a velha bola de neve, ás vezes penso eu que, a vida esteja de brincadeira com esse pobre indivíduo, ou só esteja fazendo pagar por seus erros da juventude. De maneira impróprio, até dolorosa, diria.

Cada dia era como algo ilusório, tudo aparentava estar bem, enquanto por dentro tudo lhe dizia que era impossível, extremamente impossível. Mas a juventude é feita de decisões precipitadas não é mesmo? Ou aquilo era só a válvula de escape na cabeça de Greg ?
Julgo isso tudo engraçado. A verdade é que sempre tive apreço pela desgraça alheia. Enquanto estiver longe, tudo certo. Expectador e nada mais.

Mas outro problema pessoal, é meu senso de distância.

Cada dia mais, a cada manhã mais, o problema de Greg estava agarrado á seus pés de maneira  realmente tentadora. Como um jovem apaixonado esperando ansioso pela resposta de seu pedido de namoro. Ou não.

Tudo e nada se passavam na cabeça dele, quando teria outra oportunidade dessas? Quando sentiria de novo o que a meros dois meses vem sentindo? Não sabia. Ninguém sabia. O problema de Greg talvez estivesse nele mesmo, em distorcer as coisas, em julgar de maneiras embaraçosas. Não sabia se o que sentia era bom ou ruim. De fato em certos momentos lhe trazia imensas ondas de prazer, aqueles momentos que sorrimos para as paredes. Pequenas coisas que transformam nosso dia. Mas de repente, com um vento forte, tudo que lhe agradava nessa situação era arrastado de uma só vez. Maldito vento. Tomei a audácia de apelidar esse vento de Medo.


Apenas aguardo o desfecho disso tudo. Sabe, pessoas são imprevisíveis. E Greg era imprevisível e contraditório. Muito contraditório. Talvez não tanto quanto seu fardo, mas era de uma mudança de decisões, opniões, pensamentos, pensamentos, realmente notáveis. Bipolar talvez. Torço pra que ele saiba o que fazer, que escolha o que menos lhe machucar, que menos lhe marque. Pois mesmo que eu adore um mal feito, Greg significa muito pra mim. Talvez uma parte de mim. E como qualquer um, não gosto de me machucar. Eu pelo menos acho que não.

domingo, 18 de abril de 2010

Histórias narradas pela Morte I


-Breve História do Lutador Judeu-

Max Vandenburg nasceu em 1916.
Cresceu em Stuttgart.
Quando era garoto, passou a gostar, mais do que tudo, de uma boa troca de socos.
Teve sua primeira briga quando era um menino de onze anos, e magro como um cabo de vassoura.
Wenzel Gruber.
Foi com esse que ele brigou.
Tinha a boca suja, o tal garoto Gruber, e o cabelo encaracolado feito arame.
O parquinho local exigiu que eles brigassem, e nenhum dos dois estava disposto a discutir.
Lutaram feito campeões.
Por um minuto.
Justo quando ia ficando interessante, ambos foram afastados pelo colarinho.
Um pai vigilante.
Um filete de sangue pingava da boca de Max.
Ele o provou, e o gosto era bom.
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Não muita gente vinda do seu bairro era de briga, mas quando era, não o fazia com os punhos. Naqueles tempos, diziam que os judeus preferiam simplesmente fica parados e aguentar as coisas. Suportar calados as ofensas e, em seguida, trabalhar até voltar ao topo. Obviamente, nem todo judeu é igual.

Ele tinha quase dois anos quando seu pai morrei, despedaçado pelos tiros numa colina relvada.
Quando chegou aos nove, sua mãe estava completamente falida. Ela vendeu o estúdio musical que também lhes servia de apartamento, e os dois se mudaram para a casa do tio. Lá ele cresceu com seis primos, que o surravam, chateavam e amavam. As brigas com o mais velho, Isaac, foram o campo de treinamento para suas lutas de socos. Max levava uma esfrega quase todas as noites.

Aos treze anos, a tragédia voltou a se abater, com a morte de seu tio.
Como sugeririam as percentagens, o tio não era esquentado com Max. Era o tipo de pessoa que trabalhava em silêncio, por uma recompensa muito pequena. Vivia no seu canto e sacrificava tudo pela família - e morreu de uma coisa que lhe cresceu na barriga. Uma coisa parecida com uma bola de boliche envenenada.
Como muitas vezes acontece, a família postou-se ao redor da cama e assistiu á sua capitulação.
De alguma forma, entre a tristeza e o luto, Max Vandenburg, já então um adolescente de mãos duras, olhos escuros e dor de dente, também ficou meio decepcionado. Até desgostoso. Ao ver o tio afundar lentamente na cama, decidiu que nunca se permitiria morrer daquele jeito.
O rosto do homem era resignado demais.
Muito amarelo e tranquilo, apesar da arquitetura violenta de seu crânio - do queixo interminável, que se estendia por milhas, das maçãs do rosto protuberantes e dos olhos encovados. Tão sereno, que deu no menino a vontade de perguntar uma coisa.
Cadê a briga?, matutou.
Cadê a vontade de persistir?
É claro que, aos treze anos, ele era meio exagerado em seu rigor. Não tinha ficado cara a cara com uma coisa como eu . Ainda não.
Junto com os outros, ficou em volta da cama e viu o homem morrer - uma fusão sem riscos entre a vida e a morte. A luz na janela era cinza e laranja, da cor da pele do verão, e seu tio pareceu aliviado quando sua respiração desapareceu por completo.
-Quando a morte me pegar - jurou o menino -, vai sentir meu punho na cara.

Pessoalmente, gosto disso. Desse heroísmo idiota.
É.
Gosto muito disso.

segunda-feira, 13 de julho de 2009


"Chega um dia em que se o homem não deixar tudo para trás, não vai para frente."

Valor


"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".

Fernando Pessoa.

domingo, 5 de julho de 2009

Contrato de risco


A vida é um contrato de risco.Você pode conviver com milhares de animais de outra espécie e nunca ter problemas, mas, se conviver com um ser humano por melhor que seja a relação, haverá problemas e decepções. Todos falhamos, frustamos os outros e somos frustrados por eles. Todos estamos doentes em alguma área de nossas personalidades, uns mais, outros menos, inclusive psiquiatras e psicólogos. A sabedoria não consiste em ser perfeito, mas em saber que não somos e ter habilidade de usar nossas imperfeições para compreender as limitações da vida e amadurecer. Eu já desisti de ser perfeito, e você? Só uma pessoa incompleta precisa de novas conquistas.
Augusto Cury

sábado, 4 de abril de 2009

Broken Strings'


"You can't play on broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real"


-Trecho da música Broken Strings de James Morrison e Nelly Furtado-